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Criado em 23 de setembro de 2005, o Parque Estadual Acarai, é uma ação propositiva, para o estabelecimento de uma política territorial direcionada, em especial, para o turismo e para o desenvolvimento. Considerando que a Mata Atlântica é um dos biomas mais ameaçados do planeta, e por isso as ações para sua preservação, recuperação e restauração são prioridades nas políticas de conservação de biodiversidade, a criação do parque representa uma conquista para todos catarinenses. Esta unidade de conservação com uma área aproximada de 6.667 hectares localizada na planície litorânea da Ilha de São Francisco do Sul, somado o arquipélago Tamboretes, pertencentes ao município de São Francisco do Sul, é mais uma iniciativa governamental e da sociedade civil no sentido de garantir a preservação de áreas de valor cênico, de relevância em biodiversidade e do mais importante remanescente contínuo de ecossistemas costeiros em Sants Catarina formado pela restinga da Praia Grande, e de ampliar o conhecimento de nossa história pré-colonial.O complexo hídrico existente nesta área, formado pelo Rio Acaraí, que dá o nome do Parque, nascentes do rio Perequê e lagoa do Capiruvu, é responsável pelo abrigo, reprodução e alimentação de várias espécies aquáticas, que somado a Vegetação de Restinga e de Floresta das Terras Baixas do Domínio da Mata Atlântica, constituem local para proteção da flora e fauna, entre elas as endêmicas e ameaçadas de extinção. A criação de um parque estadual é uma ação propositiva para o estabelecimento de uma política territorial direcionada, em especial, para o turismo e para o desenvolvimento regional e a conciliação do processo de desenvolvimento municipal com a preservação ambiental em bases sustentáveis. Até agora foram identiifadas no Parque Estadual Acaraí: 337 espécies vegetais, 176 espécies de aves, 35 espécies de répteis, ( 5 tartarugas marinhas, 1 cágado de água doce,1 crocodiliano, 6 lagartos, 1 anfisbenídeo e 19 serpentes), 17 espécies de anfíbios, 20 espécies de mamíferos não-voadores e 38 espécies de peixes no Rio Acaraí. A necessidade de promover educação ambiental, propiciando por meio do contato das pessoas com a natureza, a sensibilização para a conservação dos recursos naturais e para o desenvolvimento de valores e atitudes compromitentes com a boa qualidade de vida, ratifica em muito a iniciativa de se criar unidades de conservação. Estruturas Previstas para o ParqueEstão previstas diversas estruturas para o parque.Entre elas, centro de visitantes, aestruturação das trilhas, a construção de mirantes e pontos para atracar pequenas embarcações, permitindo passeios pelo rio e trilha, valorizando as belas paisagens locais. Educação AmbientalHoje são realizadas palestras em escolas da região e acompanhamento de grupos de alunos em atividades educativas no interior do Parque.Capacitação também de professores, para que estes se tornem multiplicadores deste conhecimento. FiscalizaçãoA fiscalização no Parque é intensiva, e tem apoio da Polícia Militar Ambiental e da comunidade.Os principais problemas enfrentados são a caça, a retirada de madeira, e a pesca, que hoje é permitida apenas para a população tradicional, sempre de acordo com a legislação vigente. PesquisaDiversas pesquisas já foram realizadas no Parque.Atualmente há pesquisas sobre macaco-prego, fauna de macrobentos, ictiofauna.Além das pesquisas biológicas, estão sendo realizadas importantes estudos antropológicos no entorno da unidade. Controle de espécies invasorasEspécies exóticas invasoras são espécies que foram introduzidas a partir de outra região e que estabelecem uma população viável, produzem impacto e/ou se disseminam na região onde foram introduzidas.Elas são a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo, perdendo apenas para a destruição de habitát. Um exemplo é o pinus, originário do hemisfério norte, onde vive em equilíbrio com outras espécies.No Brasil ele tem grande importância econômica, e por isso está presente em todo país.No entanto, quando se dissemina em áreas abertas, pode se reproduzir com tanta eficiência que elimina grande parte das espécies vegetais (e, consequentemente animais) nativas. Principais espécies invasoras: Búfalos Brachiária Pinus Eucalipto Lírio do brejo Agave
Bibliografia: fatma.sc.gov
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